CIRCULANDO

History
type:  Espaço

CIRCULANDO - ANO 12

A 12ª edição do evento Circulando – Diálogo e Comunicação na Favela, acontececeu no dia(10) dezembro de 2016, teve muita coisa, várias atividades e atrações que lotaram a Avenida Central e a Praça Verde, no Morro do Alemão, Zona Norte do Rio de Janeiro. Selecionamos doze momentos que marcaram este “Circulando da Reinventividade”.

1-BLOCO D’ÁGUAS FAZ O AQUECIMENTO

O bloco D’águas abriu os trabalhos do Circulando tocando a clássica “Chove Chuva”, fazendo jus ao nome molhado do bloco. Diante do sol e do calor intenso, em pleno sábado, se revelou uma tentativa de refrescar a praça. Além disso, o bloco animou a galera tocando cirandas, marchinhas e sambas clássicos.

2- APRESENTAÇÃO

O Circulando é um espaço aberto para a o diálogo e trocas em sua edição número 12 é preciso se reinventar. Nada mais justo, portanto, que pensar a “Reinventividade” em uma troca aberta e livre na rua, mesclando diferentes formas de expressão, ocupando o espaço público. A cultura está na favela, que se reinventa. Assim foi o tom das palavras ditas por Ricardo Moura e Bruno Coutinho dando boas vindas aos participantes do evento. E claro que não poderíamos deixar de lembrar com muito carinho da Fundação Heirinch Boll que financiou esta nossa aventura, ajudando a potencializar ainda mais esta afirmação de que Favela é cidade e produz arte, comunicação, cultura e memórias.

3- “ESTA É MINHA CLASSE”

Um dos coletivos de Graffiti mais tradicionais da Zona Norte carioca, Classe-D, formado em 2004, com artistas de diferentes estilos trouxe para o Circulando a exposição “Esta é Minha Classe” que ocupou o segundo andar da sede do Raízes. Combinando várias formas, cores e temas, os trabalhos trouxeram toda a “reinvenitvidade” da arte urbana para o para o evento. Que Classe!

4- O SOM E AS IMAGENS DOS TUPINAMBÁS

A cobertura dos Jogos Estudantis Indígenas Tupinambá, em Ilhéus, na Bahia, rendeu a exposição de fotografias, “FAVELALDEIA: Nossas Lutas São as Mesmas”, feitas por Bruno Coutinho, Carlos Cout e Hector Santos, que mostrou a cultura e alegria dos tupinambás. Mas não ficou só nas imagens. A dupla de rock tupinambá, Lemuel e Júnior fez o som e deu o recado, cantando “Preconceito Não”. Afinal, como disse Lemuel: “O preconceito contra os índios é o mesmo que sofre as pessoas aqui do Alemão.”

5- “POSSO FALAR?”

O Teatro da Laje apresentou um trecho do seu novo, “Posso Falar?”, que traz as aventuras e desventuras da vida escolar. Com atuações irrepreensíveis de jovens da favela, a peça fez rir, lembrar e pensar dos tempos de colégio. A peça estará em cartaz nos dias 16, 17 e 18 de dezembro, às 19h, na Arena Carioca Dicró. A educação não é brincadeira, mas haja zoeira.

6- O JOGO DE REINVENTAR

As crianças não ficaram de fora das atividades: na oficina de stencil, a molecada pôs a mão na massa, fazendo tintas e “bolando” stencil. O coletivo Joga Cria se inspirou na ideia da “reinventividade” e bolou um divertido jogo de tabuleiro. Animada a criançada não parou de correr, pintar, dançar e jogar durante todo o circulando. Deve ter sido difícil colocar essa meninada para dormir

7 – MAGANO E SONATA

Com ironia e sarcasmo, a dupla de humoristas da Cidade de Deus, Magano e Sonata fizeram a sua graça. Diante das dificuldades e desafios da vida, pode-se chorar ou rir, a dupla escolhe a segunda opção. Uma poderosa e divertida forma de reinventar o olhar sobre nós mesmos.

8 – MC´S EM BATALHA

A já tradicional Roda Cultural de Olaria trouxe a Batalha de MC’s. Explicando que há dois tipos de batalha de Rap: a do conhecimento e a de sangue. Na primeira, os MCs têm que desenvolver as rimas a partir de temas que podem ser pré-estabelecidos pelos organizadores ou escolhidos pela plateia no momento do evento. Já na segunda, a que o público do Circulando escolheu, os MCs devem atacar verbalmente o seu adversário. Os duelos de improvisação agitaram a galera.

9 – VIDEOCABINE

Uma cabine foi montada e aberta para quem quisesse se abrir, falar sobre as dificuldades, violências, sonhos, medos e desejos. Depoimentos da vida real que nos faz repensar ideias e possibilidades que nos reinventam.

10- FAVELALDEIA

O intercâmbio cultural entre músicos, grafiteiros, fotógrafos e produtores audiovisuais de favelas da Zona Norte do Rio de Janeiro e os habitantes do território Tupinambá de Olivença rendeu um minidocumentário, FavelAldeia. A 3º edição dos Jogos Estudantis Indígenas Tupinambá, em Ilhéus, na Bahia e essas relações que reinventam o Brasil retratadas no filme foram exibidas assim que a noite caiu.

11 – MULHERES, SOM DE PRETA

Com muito Som de Preta e Preto, samba de Raiz no Raízes. Foi intenso sentir a força na voz das três mulheres, negras, faveladas, entoando toques e sons de artistas femininas da música mais popular que compõe a nossa cultura que é o Samba.

12- FINALIZANDO

A despedida foi com muita vontade de ficar ali até mais tarde. E muitos ficaram. Mas a certeza que temos é que este Circulando teve algo bem particular, foi uma explosão de satisfação, de felicidade, a Favela Viva. Toda equipe é grata a cada um que esteve ali, que doou seu tempo, ralou, suou a camisa, se divertiu….é isso. O Circulando é de todos nós.

2017 tem mais…..

Circulando

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